Reiterações 28 Abril, 2007
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Eu disse que ia publicartexto hoje e domingo.. peço desculpas, estou tentando juntar os cacos da minha rala criatividade pra fazer um novo texto. Não sou muito bom de previsões, mas acho que segunda tem texto novo.
O Mago
Avisos e navegações 28 Abril, 2007
Posted by omagodasorte in Maguices.add a comment
A partir de hoje o blog conta com música nova (Engenheiros do Hawaii – O Papa é Pop), que tem relação com a próxima loucura que vai ser publicada nesse espaço.
Agradeço pelas sugestões recebidas na última semana e as visitas freqüentes, que parecem se multiplicar. Por outro lado, não tô recebendo muitos (pra não dizer nenhum) comentários. Essa coisa de artista independente da crítica é só pra quem é famoso. Pode esculachar meu blog, mas comentem!
Energia legal e vibrações legais para as pessoas legais!
Texto novo neste sábado!!
Texto novo domingo!!
Só mais um breve aviso:
Bloggers que queiram ser adicionados à minha lista de endereços favoritos, por favor, comentem ou me mandem e-mail (omagodasorte@hotmail.com). Analisarei os blogs e os melhores serão adicionados. Não precisa adicionar o meu à sua lista de favoritos!
Recuperação 27 Abril, 2007
Posted by omagodasorte in Maguices.add a comment
Era uma vez o Marcelo.
Marcelo gostava do dia;
porque Marcelo passava os dias se toturando pelos cantos.
Marcelo lamentava cada escolha errada
(que eram todas)
e então Marcelo se deitava
e era só isso que o Marcelo fazia
Marcelo chorava
Marcelo gritava
e então Marcelo dormia.
Mas o Marcelo não esperava
que um dia em seu quarto
     (e com cinco nuvens lá fora
    além do sol que provocava um calor estonteante)
de repente viesse Mariana
e Mariana amava Marcelo.
Marcelo amava tanto Mariana
mas achou que amor era uma besteira.
E amor é uma besteira
pra quem não sabe amar.
Marcelo desiludido, sofrido, desvalido,
Marcelo maluco, tonto, doente, pegou um trem
e nunca mais se viu Marcelo
      (nem naquela estação nem em estação nenhuma
pois Marcelo sumira do mapa e pelo que me contaram das últimas notícias
Marcelo andou bebendo
e Mariana,
bem, Mariana chorava
Mariana gritava
e então Mariana dormia.
E só isso Mariana fazia.
Mas ela se cansou.
Pelo que me contaram das últimas notícias Mariana
          (foi pra noite
e na noite Mariana virou Marizinha-Nervos-de-Aço (que nervos!).
Hoje eu estava andando pelo calçadão e vi Marcelo
       (bêbado deslizante
Passando pela frente de Marizinha-Nervos-de-Aço (que nervos!).
Mas voltou Mariana
e Mariana reconheceu Marcelo
Mas Marcelo não reconheceu Mariana
porque Marcelo estava bêbado.
Mariana chorava
Marcelo gritava
E o Marcelo dormiu esperando o dia.
A Marizinha-Nervos-de-Aço (que nervos!) não podia dormir porque sua Vida era a noite.
E era só o que Marizinha-Nervos-de-Aço (que nervos!) fazia.
Música no blog 13 Abril, 2007
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A música dessa semana, que inaugura a nova onda do blog, é “Chão de Giz” – Zé Ramalho
Música legal para ouvidos legais…
Energia positiva, ótimas vibrações!
Torquateando 13 Abril, 2007
Posted by omagodasorte in Maguices.add a comment
Nada mais presente para mim:
” O importante é o funcionamento da máquina pensante. Essas questões de adultérios homicídios lenocínio homossexualismo, seja o que for,
me comovem à falta de outro assunto. Tenho que pensar,
tenho que continuar pensando e ir guardando tudo,
para esconder em mim o falar e o olhar
e mais: a morte”
(Torquato Neto)
À Germana 12 Abril, 2007
Posted by omagodasorte in Maguices.add a comment
eu protegi teu nome por amor…
Minha caríssima Germana,
Mais uma vez vou ao sono e você não passa da minha mente. Não sei se me acostumo ou se me revolto. Se por um lado a noite me ressucita as memórias, por outro o dia aquece meu futuro. Mais uma vez me pego a falar de amor sem falar em amor; descubro-me ainda mais tolo, ainda mais real.
Perdoe, mas dessa vez não vou falar NÓS em momento algum. Caí em mim e vi que em NÓS não há sentido. NÓS não existe. Por enquanto, somos só EU e VOCÊ, cada um do seu lado, mas com laços que o tempo não deixa desatar. Não que o tempo se negue, mas é que eu não deixo, porque todo esse mal que é lutar contra o tempo, no fundo, tem me feito um bem inexorável.
Eu penso em você como se penssasse no mundo – complicado, intenso, desmundo. Só queria uma chance de (de novo) tentar entender o que fica em minha cabeça e passa na tua. Por que é tão fácil perder a vida e tão difícil ganhar a remissão?
Hoje eu acordei decidido a me redimir. Hoje eu novamente dormirei sem saber como me redimir. E quem sabe amanhã o acaso, outrora solidão da minha espera, agora ventura de teus sentidos, não será mais grato e menos insolente?
E, de repente, me deu uma vontade doida de sair e gritar, de correr e te dizer que eu quero o novo; um novo que seja tão antigo quanto o velho laço, um novo novo a cada vez que o velho se renova. Um novo, enfim, que seja o novo acaso nosso, a nova ventura nossa de um novo dia.
Eu.
“o tempo parou feito fotografia
amarelou tudo que não se movia
o tempo passou, claro que passaria
como passam as vontades que voltam no outro dia“ (H. Gessinger)
Qual é o segredo? 3 Abril, 2007
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E aqui estou mais uma vez a pensar sérios devaneios tontos que me vigiam sob a luz da lua. A noite é tudo o que eu preciso pra escrever. E não é porque fico feito um besta olhando pra lua e escrevendo poemas. A noite é o silêncio profundo da cidade. De repente, uma civilização inteira dorme e eu, soberano, impero frente à tela do meu computador. EU, suterfúgio de mim mesmo, refúgio escondido em meu âmago, um cálice à luz de velas de jantares românticos – o pecado, a carne, a sede de mais um dia e mais uma vitória.
Eu preciso da noite porque eu não me enxergo de dia. Eu sou produto do meio que me envolve, mas a luz do sol mostra tudo muito óbvio e os carros andam muito rápido! Boa mesmo é a escuridão: os sons se reúnem em imagens claras do inconsciente e os tropeços traçam os caminhos a serem seguidos. Bem aos moldes que prezo, ela é oculta, sincera e profunda.
Apesar de não gostar muito de fazer isso, tenho que rebater algumas críticas que me foram feitas. Peço licença aos queridos leitores para fazê-lo publicamente e sem o uso de metáforas.
Jamais em toda a breve história do blog eu usei desse espaço para impor opiniões ou me manifestar superior a qualquer um. Sei que sou humano e, como tal, cometo erros. Sei que não sou um grande escritor e não escrevo aqui obras comparáveis a qualquer grande poeta. O blog tem a magna intenção (e preza por isto) de discutir idéias. Jamais cerceei o direito de ninguém de manifestar seu ponto de vista. Os e-mails que recebo criticando minhas opiniões são muito bem aceitos e a todos respondo explicando meu ponto de vista e, sobretudo, respeitando o modo de pensar do outro. Quero mesmo é que venham críticas! Elas me ajudam a crescer e entender o mundo.
Entretanto, na última semana, alguém, que me recuso aqui a citar o nome, usou de um espaço público para denegrir a imagem deste blog. A essa pessoa, que se acha um literato supremo e sabedor de todas as verdades, somente respondo que ainda terá muito o que aprender. Você ainda é jovem como eu e verá que nada ganhamos quando usamos de nossos poderes para derrubar alguém que cresce pela sua própria luta diária.
Nos argumentos da pessoa em questão, a quem exclusivemente me dirijo nessa nota, são questionados:
a) o “tamanho muito longo” dos meus textos: crítica válida! Prometo mesclar textos curtos e longos, conforme venho fazendo ultimamente.
b) as “opiniões comunistas e anarquistas” que defendo: aí você exagerou. Sei da realidade humana em nossos dias e tenho a completa consciência de que é impossível intervir nela e de uma hora pra outra mudar todas as bases do nosso regime. Tenho até me achado burguês demais em meus textos exageradamente figurados. Na certa você faltou a algumas aulas de história ou estava mais ocupado escrevendo bobagens em seu blog.
c) meu “português pouco elaborado e erros de gramática”: sinceramente confesso que procurei os tais erros quase que o tempo todo nos últimos dias mas não os achei. Os meus textos, antes de publicados, passam por uma severa correção, feita pelo meu desejo exagerado de perfeição. Quanto ao português “pouco elaborado”, prefiro ser entendido que idolatrado.
Meu caro amigo, só quero que vá se preocupar com a sua vida e seu blog. Você tem um ótimo potencial; não o gaste com asneiras. Seus texto são bem feitos (muito mais que os meus, sem dúvida alguma), mas não se deixe levar por elogios e simples destrezas. Tente melhorar ainda mais e você irá bem longe. Torço pelo seu sucesso, apesar de sua imensa colaboração para o meu fracasso.
Novamente, peço desculpas aos leitores. Episódios como esse (espero) não mais se repetirão.
Critiquem! Mandem sugestões! Elas serão muito válidas para o desenvolvimento desse projeto, que não é construído só por mim.
Energia muito positiva e vibrações intensas…
Até a vista!
Enquanto o Romário tenta… 28 Março, 2007
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CHEGAMOS A 1000 VISITAS!!!!!!!
Obrigado a todos. Continuem entrando!
omagodasorte@hotmail.com
Os louros e a lama 27 Março, 2007
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Andam por aí me chamando de louco. Dizem que sou um idealista, um sonhador de sonhos utópicos ufanistas. Acham um absurdo minha insistência em acreditar que o ser humano pode ser bom, que o mundo ainda tem jeito. Não tiro a razão de quem acha isso. Eles estão certos. Que mais sou eu além de um cara que ainda não viveu nada e tem a ousadia (quanto atrevimento!) de bater frente a frente com gente grande, experiente? Eu também acho tudo isso de mim, e não pensem que eu gosto de ser como sou. Adoraria não pensar tanto em pensamentos. Queria ser mais racional e menos “atrevido”.
O problema é que gosto de aprender as coisas vivendo e é como procuro aprendê-las. Nenhuma lição vale mais que ficar por um único dia exposto ao mundo, a tudo isso que vemos, vemos, vemos e nos conformamos a simplesmente ver, pensar um pouco e sair bradando a estupidez que é tentar consertar o que não dá mais certo. Tenho consciência do que eu deveria estar fazendo agora pelo mundo, em vez de satisfazer esse meu desejo virtual. Enquanto estou aqui muito bem acomodado, metade do planeta espera por minha mão, por minha compaixão, ou, se preferirem, pela minha (tão protestada) emoção. É essa minha luta. Ao contrário do que pensam aqueles que reclamam de minha utopia, não luto contra o capitalismo ou contra a sociedade. Aliás, AINDA não me julgo maduro o suficiente para batalhar contra nada. Luto pela vida e só isso. Só faço o que cada um de nós faz desde o momento que nasce. Mas acontece que quase ninguém tem o direito de lutar pela sua vida; direito esse que muitos de nós (in)voluntariamente retiramos em nosso próprio favorecimento. E o que eu quero é que, se nem todos podem lutar contra o resto da sociedade, que pelo menos tenham a chance de viver e ter motivos para viver.
Esta é a chave para o nosso mundo: bem mais que deixar o outro viver, deixá-lo poder viver. Isso não fui eu que inaugurei. Estamos cansados de ser avisados por tudo e todos desse lema. Mas o que fazemos? Atribuímos a culpa ao sistema, como não fosse o sistema resultado do que nós pensamos e fazemos. Sem essa de sistemas, sem essa de discursos profanos! O que importa não é cada um, é cada outro.
Sendo assim, resta-me dizer que é muito mais fácil escolher as respostas curtas e atender ao nosso coração. Difícil é enxergar no coração de quem está do nosso lado o que este deseja. É complicado, mas é o que eu penso que é certo. E eu não sou hipócrita; faço o que prego e não tenho medo do que venham a falar ou achar disso. Sou louco, sou idealista. Mas sou feliz por saber que luto pela minha vida e pela vida dos outros. Mas é muito pouco. Eu quero fazer muito mais do que meus modestos limites humanos me permitem fazer. Ao contrário do que pensam, eu não quero me destacar do rebanho, quero é me integrar cada vez mais a ele e tentar fazê-lo cada vez mais unido.