jump to navigation

CARTA ANÔNIMA Minha perfeição é o caos; o meu pei… 26 Agosto, 2006

Posted by omagodasorte in Maguices.
2 comments

CARTA ANÔNIMA

Minha perfeição é o caos; o meu peito, dois sóis em dia de chuva. Sou um homem errante, uma criança à procura de abrigo dentro da própria alma. Não é fácil ser alguém como eu. Carrego na costas o peso da busca pela perfeição, mesmo sabendo que jamais chegarei a tocá-la. Eu procuro rumo no que não tem nexo e sigo a explicação mística do que não tem vez.
Você me perguntou por que já não sou mais tão romântico e instrospectivo. Vou lhe responder com todo meu romantismo e todo meu espírito. Você sabe que eu não tenho lei, perdi a conta das vezes que lhe decepcionei e das que me decepcionei comigo mesmo. Saber arrepender-se é uma virtude e eu tento tê-la. Perdoe minha incoerência, inconsistência, indisplicência… você me conhece tão bem e parece tão longe de mim…
Eu agora colho os frutos dessa paixão avara, que já estão podres e querem cair. Uso na testa louros brilhantes das minhas glórias infinitas; minhas glórias são te fazer sorrir. São ver que cada sorriso teu me alivia o âmago e quanto te entristeces desabo em mágoas e desconsolo. Penso tanto em você que já pensei em ser feliz. Gosto tanto de você que acredito em mim. Não seja cruel – não seja banal.
Mostre-me seu rosto, seus olhos que acabaram de acordar. Acorde seus braços, feche o punho e venha me abraçar. Abrace-me como se estivesse me vendo pela última vez e se joga em meu peito como caisse do abismo do sofrimento no lago da felicidade. Sai de mim, reflexo distorcido de meus sonhos. Vira minha vida real, pra que eu viva uma vida de novela; seja o filme de meu ser, razão das nuvens.
E quando estiver longe, como agora estou, não pense em mim – pense no que sentiu e no que ainda vamos viver.
E, ao fim, se de novo me quiser ver romântico, como sempre achou que eu o fosse, não diga nada. O seu silêncio que hoje me agride será tudo que me agradará.

Energia positiva e boas vibrações… (principalmente pra mim, tô precisando)

[]’s

P.S.: Não tô tendo tempo de responder os e-mails. Desculpem a demora, mas prometo que todos serão respondidos. Fabrízia Melo, obrigado pelo comentário, espero vê-la por aqui de novo… e perdão pelos meus excessivos pedidos de perdão… ;)

O OUTRO GUME DA FACA A doutrina comunista, ideali… 23 Agosto, 2006

Posted by omagodasorte in Maguices.
2 comments

O OUTRO GUME DA FACA

A doutrina comunista, idealizada por Karl Marx como estágio supremo da sociedade humana, é uma das mais bonitas manifestações já feitas por alguém. Só há um problema com a doutrina marxista: ela é utópica. O ser humano, em suas aspirações – existentes desde os primórdios – por poder jamais soube abdicar deste para o bem comum. As revoluções socialistas ocorridas na extinta União Soviética, na China e em Cuba só vêm a confirmar as geniais palavras de Gessinger: “toda forma de poder é uma forma de morrer por nada”.
Tomemos primeiramente o caso da União Soviética. Lênin, na revolução de outubro de 1917, dizia sonhar com o modelo desenhado por Marx. Instituiu o socialismo, preservando o Estado como meio de manter a ordem até que as pessoas tomassem consciência de que a simples manutenção da liberdade individual de cada um seria suficiente para alcançar o estado supremo das relações sociais. Entretanto, o que se viu foi o sufocamento da democracia, com a extinção de todos os demais partidos, a proibição da criação de organizações políticas (o que é uma contradição, visto que os sovietes foram o meio pelo qual os trabalhadores chegaram ao poder) e a instituição de uma “ditadura do proletariado”. A morte de Lênin, em 1924, fez ascender ao poder um dos líderes da Revolução Vermelha: o general Ióssif Vissariónovitch Djugashvili, mais conhecido como Josef Stalin. Sob sua liderança, “o terror transformou-se em método de governo”¹ na URSS. “A repressão brutal caía não sobre uma ‘minoria de exploradores’, mas sobre a maioria da população soviética. Milhares de camponeses foram mortos durante a coletivização forçada de terras entre 1928 e 1933”¹. Isso sem contar os que vieram depois. A oposição comunista foi dizimada. A tortura era feita aos olhos de todos. No campo social, aos soviéticos faltava até pão, que chegou a ser racionado. O que era mostrado ao mundo, porém, era um arsenal bélico poderoso, um poder intelectual iningualável e uma potência espacial.
Foi essa a imagem vendida pela União Soviética e comprada por hipócritas de todo o mundo. As facetas começaram a cair no início dos anos 90, com a queda do socialismo soviético, mas resiste até hoje em dois lugares isolados do mundo: China e Cuba.
Na China, o regime socialista reprime duramente a população do interior. Mais uma vez é vendida uma imagem falsa. A China do desenvolvimento, do crescimento de 10% ao ano, da indústria a pleno vapor, é a mesma China do trabalho escravo nas pequenas cidades do centro-oeste, da opressão no Tibet, da baixa valorização da mão-de-obra, e de tantas outras intempéries dos generais do PCC (PCC de Partido Comunista Chinês, não de Primeiro Comista Chinoutras intempas pequenas cidades do centro-oeste, da opressando da Capital… se bem que quase não tem diferença).
Em Cuba, Fidel Castro, ao lado do grande frasista Che Guevara, fez a a Revolução prometendo aos cidadãos cubanos o fim da opressão instituída pelo ditador Fulgêncio Baptista. Fidel de fato fez Cuba evoluir. Hoje o país tem IDH de 0,817 (o do Brasil é pouco maior que 0,750), uma educação de medicina invejável, dentre outras qualidades, conquistadas com o apoio da URSS, que tinha em Cuba seu bode expiatório. No entanto, vejamos o outro lado. Nenhum cidadão cubano pode deixar o país (fica a pergunta – será que se Fidel deixasse sairem da ilha todos os seus opositores não seria mais fácil estabelecer o comunismo?) ; ninguém pode contestar a ditadura; desde a queda do PCUS, a evolução nos setores de saúde e educação deixou de existir. Houve uma debandada dos professores da rede pública. Quem vai querer ganhar uma miséria para dar aulas se consegue faturar dez vezes mais na economia informal? Faltam medicamentos e equipamentos nos hospitais, e apenas quem tem dólares para comprar os próprios remédios e pagar propinas recebe um tratamento digno. Antes da Revolução, Cuba era a 5ª maior economia da América Latina, hoje ocupa a modesta 15ª posição. O jornal “Folha de São Paulo” de 06 maio 2006 noticiou que o presidente de Cuba, Fidel Castro, tem uma fortuna avaliada em US$ 900 milhões, e é o chefe de Estado não-monárquico mais rico do mundo, ficando à frente das rainhas da Inglaterra e da Holanda. E segundo a revista de negócios “Forbes”, o ditador ocupa o sétimo lugar da lista dos dez chefes de Estado mais ricos do mundo. No ano passado, Fidel já havia aparecido na lista da revista. O ranking é liderado pelo rei saudita Abdula Bin Abdulaziz (US$ 21 bilhões), seguido pelo sultão de Brunei (US$ 20 bilhões) e vários outros monarcas de países do golfo Pérsico. Fecham a lista a rainha Elizabeth (US$ 500 milhões) e a rainha Beatriz, da Holanda (US$ 270 milhões). É muito difícil compreender como o ditador acumulou esta riqueza imensa em 40 anos de ditadura, num País em que faltam alimentos para o povo. A revista Zenit, em maio de 2004, divulgou um retrato social de Cuba: 10% da população de Cuba vive em estado de bem-estar, 40% “sobrevive”, 30% passa necessidades e 20% vive na extrema pobreza.
Vê-se, portanto, que o socialismo, do modo que já foi por vezes implantado no mundo, é inadequado às aspirações de igualdade. Por que, então, vemos tantos partidos políticos e até mesmo pessoas comuns que defendem tal sistema? É bem verdade que não dá para continuar com as injustiças promovidas pelo capital, entretanto, não se pode querer começar a acabar com elas privando cidadãos de sua liberdade de ir e vir, de se expressar e de viver. Por que, então, se espelhar em países como Cuba, China e a extinta União Soviética? Temos tão bons exemplos de democracia desvinculada a modos de produção: Noruega, Suíça, Finlândia, Canadá, entre outros países, onde existe educação de qualidade, igualdade social e participação política consciente, além de se fazerem ausentes a violência, a corrupção e a falta de caráter.
O amanhecer do novo dia é o adormecer de um velho mundo. Com paz e amor, mantenhamos as nossas esperanças de dias melhores. Eles virão.

O BARULHO TERMINA, COMEÇA A CANÇÃO Como eu disse,… 7 Agosto, 2006

Posted by omagodasorte in Maguices.
1 comment so far

O BARULHO TERMINA, COMEÇA A CANÇÃO

Como eu disse, vou agora fazer um post que expressa um gosto meu, do qual todos têm o direito de reclamar, protestar, declarar guerra…
No triste cenário da música nacional, tão enfadado de axés, pops, funks, falsos estilos; é bom ter pessoas que têm consciência do que é SER MÚSICO.´
Gostaria, aqui nesse espaço, de me curvar à musicalidade de um gênio, um filósofo, um sei lá o quê… que me mostrou uma nova concepção de DISCIPLINA MUSICAL.
As músicas dele talvez não tenham a mesma sublimiaridade das de Renato Russo, mas sem ser profundo ele vai do amor à política em 10 segundos. Talvez não tenham a vibração e o arrepio das de Cazuza, mas têm na inocência e no sentimento verdadeiro, o arrepio (e a beleza) de uma alma descontrolada. Não são tão politicamente corretas como as de Raul Seixas, mas condizem com a própria existência de seu autor. Não tem tantos fãs quanto Herbert Vianna, mas encontra em seus incontáveis ídolos a certeza da missão cumprida.
Eu poderia citar mil grandes compositores brasileiros (quem são eles? quem eles pensam que são?) que têm milhões de qualidades em suas músicas melhores que as dele (e eu? O que faço com esses números?), mas é em Humberto Gessinger que encontro as melhores virtudes de um músico.
E em nome de toda a engenharia hawaiiana do brasil que eu convido a todos a penetrarem nesse mundo surreal da VERDADEIRA MÚSICA BRASILEIRA.
Infelizemente, não é ela que os brasileiros fazem questão de conservar. “Agora é tarde, já não tem mais jeito, já não tem saída. No fim das contas, a gente faz de conta que isso faz parte da vida”

P.S.: Muito obrigado pelas sugestões, críticas, discussões, pedidos de casamento… que tenho recebido em e-mails. Mais uma vez desculpem pela inconstância e pela demora. Até breve, pessoal!
Energia positiva e boas vibrações a todos e todas!

omagodasorte@hotmail.com


DE HUMANI ALEA Nossa! Quanto tempo! Não se import… 7 Agosto, 2006

Posted by omagodasorte in Maguices.
add a comment
DE HUMANI ALEA

Nossa! Quanto tempo! Não se importem, por favor, pela demora que teimo em postar meus textos. É que minha mania de perfeição(?) não me deixa postar aqui qualquer coisa que vem na minha cabeça. Eu penso muito; então é fácil de concluir que eu também penso muita besteira. Vou vivendo a minha inconstância enquanto a noite cai lá fora. Idéias brilhantes a todo tempo são para gênios. Eu não sou. Então, por obséquio, relevem a lentidão de meu pensar. Aliás, outro dia, me disseram que esse é meu grande defeito. Eu penso demais, e como já disse, pensar dói.
Desde já adianto que hoje vou postar dois textos. Pensei em postar só o próximo, mas acho que seria muito injusto, porque ele manifesta um gosto pessoal meu. O Blog não é só meu, é de vocês, e publicar um gosto… sei lá… é algo muito despótico, ditatorial (mas o que não é hoje em dia?). Mas vamos ao que interessa.
Nesse primeiro texto, quero expressar um sentimento que há certo tempo está preso em minhas entranhas. A SORTE.
Tenho reclamado muito da vida. Me falta um amor, me falta a saúde, me falta carinho, me falta a paciência…. Enfim, me falta a sorte (de um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida… lembram?). Todas as noites peço a Deus para encontrá-la. Mas a sorte é desatino de quem ama; a lua dos hospícios. A sorte não existe. Acreditar nisso seria chegar ao cúmulo da predestinação; agostinianismo ao extremo.
As pessoas nasceram para viver num paradoxo. Pra que paradoxo maior que nós mesmos? Saímos do amor ao ódio em um segundo; guerreamos em busca de paz; dentre tantos outros exemplos que nós conhecemos tão bem. Então parece lógico (ou sem lógica) que tenhamos momentos de felicidade plena (sorte?) e tristeza profunda (azar?) se sucedendo a todo tempo. É idiotice (desculpem o termo) pensar que a nossa vida seja só de sorte ou só de azar. Ainda mais pra alguém como eu, tão jovem, que tem uma vida toda pela frente.
CONSTRUAMOS AS NOSSAS VONTADES! QUE FIQUEMOS FELIZES NA FELICIDADE, CONSCIENTES NA TRISTEZA, “SEM PERDER A TERNURA JAMAIS”!
E VIVAMOS A NOSSA ETERNA SORTE: A VIDA.

“Em nosso trabalho de revolucionário, a morte é um acidente freqüente.” SEJAMOS REVOLUCIONÁRIOS E MORRAMOS POR NÓS MESMOS.

Energia positiva e boas vibrações a todos.