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27 agosto, 2007

Posted by omagodasorte in Sem categoria.
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E quando nada tinha mais sentido

apareceu a minha estrela.

Nas asas do destino,

sonhos mais perto do chão.

Escrito há dez mil anos,

nas linhas da minha mão,

suor, vertigem e água fria

sobre a minha cabeça.

Um mundo virado,

uma vida virada,

os olhos vidrados

em tudo o que é seu.

Em cada dia, novos olhares,

em cada passo, dois passos juntos,

dois sonhos juntos

da alegria de hoje em dia.

Pra sempre assim,

pra nunca mais perder

o que é ser feliz

e o que me faz feliz.

Na força da vida, o encontro da perfeição 25 agosto, 2007

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A vontade de ser pra sempre

e o medo de não ser nunca mais

são as forças que movem a vida

e não nos deixam voltar.

A energia de cada encontro

e a tristeza na hora de dizer o quanto fomos felizes

são pontes,

são a força que nos faz atravessar a correnteza

a nado ou sobre as águas.

Caminhando pelo mundo

eu me encanto a cada dia

com a certeza do que há de vir,

indecisões de antigamente.

Hoje meu passado que é para sempre

resolveu se libertar.

Minhas forças são escassas,

meu sentimento, jamais.

 Tudo o que vai fica em algum lugar,

escondido a sete chaves, pronto para se libertar,

pronto para dizer

que um dia,

quem sabe,

viveremos de novo.

Um dia, quem sabe,

viveremos de novo.

À Flávia.

5 junho, 2007

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Ele segue pela vida,
ela canta pela história,
ele velha paz mantida,
ela amor desejo glória.

Ele cinco paredes,
ela um céu limpo e claro,
ele sete foguetes,
ela bicicleta arma disparo.

Ele medo,
ela vontade,
todos dois unidos desde cedo,
todos dois retratos da verdade.

Ele cansaço,
ela coragem,
nenhum no mesmo passo,
nenhum na mesma imagem.

Diversão ilustre 5 junho, 2007

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Peço desculpas pela falta de atualização do blog. Agradeço às visitas fiéis de todos, mas infelizmente o tempo escasso praticamento todo tomado por uma droga de exame vestibular não me permite fazer tudo o que eu gosto. Preferiria estar o dia inteiro aqui escrevendo que decorando um punhado de fórmulas e cumprindo com minhas obrigações escolares, mas não se brinca quando se joga com o futuro… e nem com a própria vida.
Em breves minutos que consegui arranjar, tudo o que saiu foi isso aí de cima.

Em outro tempo, em outro lugar…

Círculos 27 maio, 2007

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Um menino na beira da estrada
uma luz de sol poente,
pensando inutilmente
em como parar de pensar.

Se há resposta ele não sabe
se há caminho, não tem certeza,
mas se entende algo da vida,
sabe que crescerá.

E se reproduzirá
e novos filhos fará,
novos meninos,
tudo novo
e tudo tão velho
à escura imensidão
da estrada-caminho-da-vida,
desse nada
que parece tudo.

Segredos 26 maio, 2007

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Por que será que todo dia
a gente finge ser discreto
e perde o rumo,
e sai da vida
para entrar na história
ou só para ser mas um nessa história.

Por que será que a gente brinca
com tanta coisa séria,
e esquece quase tudo
em qualquer canto escondido,
em qualquer esconderijo
visível a olho nu.

E por que será que a gente
hoje tão contente,
após uma volta completa
ainda mude
e ainda pense
em como voltar para o futuro.

Novas estradas 11 maio, 2007

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A partir de agora, o Mago passa a escrever no WORDPRESS. Os motivos da mudança é a busca por novos atributos digitais dos quais quero usar para tornar o blog mais acessível e que no Blogger estavam me dando muito trabalho.

Espero contar novamente com todos. Bem vindos novamente!

Um iluminado num mar de escuridão 11 maio, 2007

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Na última terça-feira, o Piauí perdeu um de seus maiores nomes. Trata-se de Joaquim Raimundo Ferreira Chaves, peça fundamental para a construção do pensamento histórico no estado.
Após uma vida inteira de dedicação e tantas contribuições para esta terra, Monsenhor Chaves teve um fim indigno, injusto. Com uma obra magnífica, mas desconhecida por quase todos por estas bandas, a imagem que tive do seu enterro foi desoladora.
A pequena multidão de privilegiados, conhecedores da grandeza de Monsenhor Chaves, que acompanhava o cortejo chegou ao Cemitério São José e deparou-se com a falta de luz. Literalmente. A mesma luz que falta ao Piauí, fadando-o ao fim, faltou aos postes na cerimônia do enterro.
Iluminados pela lâmpada de um iluminador de televisão, os padres puderam dar prosseguimento à celebração.

* * * *
Esse é o nosso povo! Esse é o nosso Estado! Sempre alertado, mas parece que pra sempre fracassado.

“Mer licht!” – Goethe em suas últimas palavras, mas em lucidez completa.

"Sempre à distância, sem noção" 6 maio, 2007

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Voando baixo

Desenho fábulas a leves traços,
junto pedras na beira da estrada
e escondo o dia sob meus braços;
escrevo histórias que queria viver.

Eu nem me lembro mais
se agora é a hora
de ser mesmo pra valer;
ou se é só mais um segundo
da minha luta por querer
ser tudo o que eu quero ser.

Ainda não deve ser o dia,
mas não posso mais
ficar perdido, sem pressa,
sem meu desejo que não cessa,
sem meus laços,
sem meu mundo,
sem o vento que traz
a minha direção.

Não há mais critério,
não há mais escolha,
A vida toda é esse tempo,
a árvore toda é essa folha.

E a partir de agora
eu já não sou mais;
eu quero a Terra,
eu quero a musa;
quero o pincel do artista,
eu quero um mar que me conduza.

O Mago é pop! 1 maio, 2007

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De repente a coisa ficou séria! O blog tomou proporções que eu não esperava.
E como tudo que vira notícia vira pop, O Mago da Sorte virou pop. A partir de agora, inaugura-se por estas terras uma nova era.

A Era da Alegria

Eu cansei das minhas torturas. Andei analisando meus textos e descobri que são muito tristes, são muito feios. De agora em diante vai ser diferente; serei mais amplo, mais pop.
O mundo já é tão feio e cheio de dor e desespero que eu ficar amargurado se torna um clichê. A vida é cheia de coisas boas e não se pode perder tempo com elos mal ligados e corações partidos. Estou profundamente arrependido.
Arrependido de meu desgaste, de meus olhos rasos d’agua, de tanto tempo perdido. Senti que se continuasse assim acabaria ficando individualista demais, interior demais. E quem agüenta um cara que vive de se lamentar?
Por várias vezes perdi a chance de ser feliz. Não quero mais viver achando que minha vida não tem sentido ou que seus sentidos são ocultos. A vida é clara, o mundo é claro. Como diria Fernando Pessoa, escondido por um de seus heterônimos (que, perdoe-me a grande Graça Vilhena, minha professora de literatura, não lembro qual é) revelou que as coisas não têm sentido oculto algum. Tudo é luz.
Então, sigamos adiante em um novo dia, em uma nova era. Sejamos retratos do que queremos ser e seguidores fiéis da alegria.

Pra celebrar isso, Alegria, Alegria – Caetano Veloso.

P.S.: Bárbara, obrigado!

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